domingo, 27 de julho de 2014

Perdendo e aprendendo

Ninguém gosta de perder!!! Essa palavra nos deixa sempre com uma sensação ruim... Como derrota, fracasso, insucesso!

Dizem que é importante ensinar uma criança a perder, mas e como nós, adultos, lidamos com isso?? Aliás tem tantas coisas que queremos ensinar aos nossos filhos, mas que não sabemos lidar com isso também...

Infelizmente perder faz parte da vida... Em cada fase que vivemos lidamos com situações competitivas, desde um jogo de tabuleiro, um esporte, um concurso de redação, uma entrevista de emprego, a conquista da pessoa amada e outras inúmeras situações em que nos testamos e descobrimos nossas próprias habilidades.

Ganhar coisas novas, implica em abandonar e perder o apego a coisas velhas. Não há espaço para tudo em nossas vidas!

Perder também pode ser renovação, afinal, quando perdemos algo ou alguém, é natural fazer um retrocesso e reavaliar o que fazemos com nossas vidas!

Diz o ditado... "Aprendemos a dar valor as coisas quando as perdemos!" Não gosto dessa visão radical, e acredito inclusive que somos capazes de ter mais consciência do que temos, do que somos e do que queremos ter e com isso aprendemos a dar valor ao que temos. Infelizmente em algumas circunstancias não nos damos conta do que temos, e por isso esse ditado se torna verdadeiro.

De fato, aprendemos muito vivendo... mas viver também implica em perder... E quanto não somos capazes de aprender perdendo!!! Só aprende a ganhar quem em algum momento da vida também aprendeu a perder... Só se conhece o prazer da vitória se a colocarmos em contra ponto com as derrotas!

Errar e perder também é o que nos ajuda a nos afirmarmos como humanos, afinal, nos leva a descoberta de que somos falíveis! Claro que isso não significa que seja gostoso, mas que somos capazes de tentar mais e mais, de investirmos energia no que queremos conquistar, de brigar pelo que acreditamos mesmo que no início isso implique em tombos e consequentemente em perdas.

Em cada erro aprendemos coisas sobre nós e sobre as situações que vivemos. Aprendemos o que significa frustrações e como as encaramos, aprendemos o quanto somos capazes de redefinir nossas prioridades, aprendemos a avaliar nossos riscos e vontades, aprendemos a pedir ajuda e a saber aceita-la, aprendemos qual a tolerância e o limite que nosso corpo e emoções aguentam!!

Também aprendemos que chorar faz parte da vida, e que rir disso tudo em algum momento no futuro pode nos mostrar que perder nem doeu tanto assim... Afinal, perder ou ganhar só é possível pra quem de alguma forma tentou alguma coisa na vida!!


 

domingo, 6 de julho de 2014

Antes de partir...


A princípio apenas o título de um filme. Mas como todo filme, carrega consigo uma grande reflexão e lógico que comigo não poderia ser diferente.

Me peguei pensando em tudo o que gostaria de fazer antes de “partir”... e a resposta é bem simples: VIVER, como toda a intensidade que a vida puder proporcionar.

Entendo que partir não seja apenas morrer, mas vivemos partindo para muitos momentos de renovação na vida, de reconstrução e mudança de rumo. Cada uma dessas fases de um novo “partir” merece ser olhada com muito carinho.

A rotina costuma ser algo bastante pesado que nem todo mundo consegue lidar com ela. Vivemos assumindo compromissos e cumprindo obrigações, e na grande maioria das vezes, só paramos para avaliar o que estamos vivendo quando passamos por alguma situação limite, que nos coloque em risco ou que seja um grande susto.

Que pena!!

Viver apenas de rotina e obrigação é bem chato!!! É bem vazio!!

Não que as obrigações não possam nos trazer alegrias. Mas também precisamos de tempo para sonhar, para viver de grandes realizações e de grandes construções.

Tempo para viver de emoções, viver de reflexões, viver de compartilhar tudo aquilo que vier à cabeça ou que passar perto do coração.

Viver de tempo para os amigos, de tempo para os risos e não deixar nada contido que possa proporcionar grandes sensações.

Viver de abraços apertados, de beijos roubados e de carinho verdadeiro!!

Trazer para o dia a dia tudo que tem o poder de cura, como uma alimentação saudável, conversar adoidado, rir até a barriga doer e a lagrima escorrer.

Ter tempo para simplesmente não fazer nada, ou mesmo para fazer tudo o que achar que deve.

É preciso ter também tempo para chorar. Chorar pela dor sentida, pela relação perdida, pelas derrotas vividas e por tudo aquilo que deixar um gosto amargo na vida. Também é preciso chorar pelas vitorias alcançadas, pela felicidade inesperada ou pelas lutas da vida que sempre nos fortalecem.

Enfim, partir e recomeçar são circunstancias da vida... todo ser humano já recomeçou em algum momento, seja porque aquela fase acabou naturalmente ou porque de alguma maneira a vida pedia essa reviravolta. Mas no fundo, bem lá no fundo, o que realmente importa, é o que ainda queremos viver, mesmo que daqui a pouco seja a hora de novamente partir...