domingo, 25 de maio de 2014

Encontrar o pequeno principe


No fundo, no fundo, todo mundo tem um amigo pequeno príncipe, desses que moram dentro de nossos corações e nos ajuda a sonhar, nos ajuda a ver a vida de forma mais inocente e pura.
Para alguns é um amigo imaginário, que reside mesmo em nossos pensamentos, mas que é capaz de se tornar tão presente quanto qualquer amigo de carne e osso.
Já outros foram capazes de encontrar a possibilidade desse sentimento concretizado e materializado em uma figura humana.
Imaginário ou real, concretizado ou abstrato ! Quem encontra-se com esse Pequeno Príncipe e o assume em sua vida, volta a ser criança ! Descobre a magia de se relacionar com seu lado mais descontraído e sentimental, pois enquanto criança, não temos medo do que somos capazes de sentir, nem tão pouco do que somos capazes de expressar.
É o lado capaz de resgatar o olhar, mas o olhar que realmente vê, e não apenas o olhar que passa os olhos sobre algo.
“O essencial é invisível aos olhos”! Famosa frase de Saint Exupéry que nos leva a entender que olhos, apenas enquanto órgão do sentido pode de fato não ser capaz de “enxergar”, restringindo-se apenas a ver o mundo ao seu redor, sem ser impactado pelo que se apresenta a seus olhos.
No entanto, olhos que buscam olhar e enxergar, são capazes de notar qualquer coisa! Neste contexto, esta frase ganha vida nessa reflexão, pois olhos que desejam ver são capazes de enxergar com a alma, com os sentimentos, com o uso da sensibilidade. E para tanto, o órgão do sentido é apenas um meio de capturar tais possibilidades e não o que nos leva ao olhar.
Relacionar-se intimamente com esse amigo Pequeno Príncipe traz à tona esse dom. O dom de olhar e ser capaz de entender, de sentir, sem se ater ao concreto, ao evidente, ao julgamento.
É esse amigo que resgata a possibilidade de sonhar, de fantasiar, de imaginar e de se entregar ao que disso emergir.
É o amigo que nos tira da vida adulta, cheia de responsabilidades, obrigações e protocolos à se seguir. O que permite ousar e se possível até trocar de papéis, de figurino, substituindo o elegante salto alto pelas leves sapatilhas, o requintado terno pela confortável camiseta. E quem sabe até a refinada refeição por um cachorro-quente sentado na praça.
É o que permite resgatar ser feliz por tudo e qualquer coisa, sem precisar de um bom motivo para sentir-se assim, ou de uma boa explicação para aquele sorriso que escapa com vontade.
Quem encontra-se com esse amigo, opta por mantê-lo em sua vida. Descobre que sempre é possível reinventar-se. Descobre a possibilidade da alegria em pequenas coisas.

Um comentário:

  1. Apreendi de seu texto que amigo imaginário é viver a vida simples. Simplicidade de infância.

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