quarta-feira, 30 de março de 2011

Corpo... Companheiro ou vilão?

Somos dotados de corpo!! Isso é indiscutível...

Um corpo de suporte e que dá sustentação, um corpo que possibilita movimentos, um corpo que transmite sensações e as manifesta em forma de expressões, um corpo que usamos e desfrutamos!

Esbelto, trabalhado, cuidado com primor... Desleixado, abandonado, mal tratado...

Diversas formas de se tratar um mesmo corpo. Podemos cuidar e nos sentirmos satisfeitos com o que possuímos, podemos abandonar e deixar que a natureza siga seu rumo! Podemos nos fixar a ele com a intenção de que seja um modelo de perfeição, podemos ainda apenas mantê-lo vivo e funcionando, o suficiente para a sobrevivência!!

Um mesmo corpo, muitas formas de relacionar-se com ele!

Nos dias atuais, percebo que vivemos a era dos extremos: ou cuidamos demais de tudo ou abandonamos tudo demais! E claro que isso serve também para o relacionamento que mantemos com o próprio corpo.

Vemos pessoas que valorizam apenas o que possuem fisicamente e que elevam seus padrões a tais pontos, mantendo o nível de satisfação absurdamente inatingível. Também vemos pessoas que acreditam que ter apenas inteligência a oferecer é o suficiente e assim, passam apenas a sobreviver fisicamente falando, mas sem cuidado algum com o “bem” que possuem.

Vemos o mundo enaltecendo e expondo os belos corpos tidos como os ideais para a humanidade atual, e ao mesmo tempo notamos que esses belo corpos não são suficientemente bons para garantir a felicidade de quem os possui.

Também passamos por um momento no qual descobre-se que o olhar de dentro e o olhar de fora são ambíguos, pois, de que nos adianta o mundo dizer que temos belos, poderosos e sedutores corpos, se temos o auge das distorções com a própria imagem, levando até mesmo a sérios transtornos emocionais?

Temos corpos poderosos, capazes de camuflar tantas fraquezas emocionais quantas somos capazes de vivenciar! Corpos tão bem vestidos de armaduras que escondem em seu interior pessoas simples e sensíveis como qualquer outra...

Enfim... Parece que passamos a viver ou em função do corpo que possuímos ou fingindo que para nada nos serve!

Onde será que mora o equilíbrio? O que fez com que a humanidade perdesse o bom senso e encontrar-se em tão alto grau de extremidade?

Um corpo não é capaz de suprir toda e qualquer necessidade de desenvolvimento do ser humano, assim como um raciocínio fenomenal não suprimi a necessidade de se sentir bem no relacionamento com o espelho!!

Quisera viver numa era onde entendemos o corpo como um “bem precioso” que temos, e que nos possibilita o desenvolvimento de muitas coisas, como a auto- estima, mas ainda assim entendendo que esse é apenas um dos pontos importantes de nossa vida! Quisera aprender a buscar o equilíbrio entre o belo e o feio, o saber e a ignorância, o olhar do outro e o próprio...

Quisera entender o corpo como um companheiro, um parceiro ao invés do vilão capaz de jogar tudo ao vento...

Um comentário:

  1. Ola, Patrícia é realmente uma verdade tudo isso que você comentou referente ao nosso corpo tanto quanto as referencias que acostumamos dar a ele. Digo isso com experiência pois sempre pensei ser uma pessoa feliz simplesmente por ter um corpo bonito.Mas é uma mentira:não sou feliz por ter esse corpo que ate então julgava de suma importância para torna-me feliz,não,não sou mesmo!
    Obrigado por mais uma vez nos dar a honra de compartilhar seus pensamentos a respeito da vida.
    OBS: se não lembra sou o Francisco de Assis
    chescho27@hotmail.com
    Abril 05, 2011

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