domingo, 12 de dezembro de 2010

Viver e transformar-se...

Viver é estar em constantes e intensas transformações!

Tudo que possui vida se transforma, se reorganiza, cria novas estruturas e se adapta a elas.

Assim é com as plantas, que carregam já enquanto sementes toda a potencialidade em se transformar em árvore, flor, arbusto...

Assim é com os animais, que dentro das particularidades de cada espécie, seja tendo o desenvolvimento inicial através do ovo ou da gestação, de ovo a filhote, de filhote a animal adulto, desenvolvendo-se e aprendendo a lidar com esse novo ser que se cria.

Assim é com o ser humano! De células a feto, de feto a bebê, e eis que surge o nascimento e o inicio da vida fora do útero materno!

Transformações, transformações e mais transformações... Uma das únicas e certas coisas de se viver!!

Seguindo todas as etapas, ou às vezes apenas passando por elas rapidamente, o fato é que já iniciamos a vida nos transformando, criando nossas peculiaridades em cada uma dessas etapas que experimentamos.

Mudamos de corpo, mudamos de prioridades, mudamos de valores, de cidade, de trabalho, de motivação, de amigos e até de vontades! Vamos vivendo e com o tempo tudo se transforma em nossas vidas!

Em cada fase que vivenciamos somos capazes de sentir, de aprender, de experimentar, de receber e de oferecer um pouco do que somos e do que já acumulamos como formas de vida.

E que bom que somos tão capazes de nos transformarmos... Sinal de que somos capazes de nos adaptar a mudanças e a encarar novos desafios ao longo da vida! Que monótono seria se nascêssemos e morrêssemos exatamente da mesma forma, sem alterações de personalidade, de preferências, de convívio! Sem crescimento algum, sem amadurecimento, sem renovações!! Algo estagnado... a mesmice!!

Talvez seja por isso que as borboletas sejam tão encantadoras... Simbolizam as transformações que vivemos de uma forma singela e natural... Como diz Rubens Alves: “Não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses”!
Que venham então as metamorfoses para que todas as larvas que residem em nós, possam se transformar em coloridas borboletas!

Inicialmente somos puros e nossos desejos são facilmente saciados! Assim são as crianças, inocentes, simples, desejosas apenas de afeto e de suas necessidades fisiológicas saciadas.

Já na entrada da adolescência nossos desejos passam a nos dominar e a exigir saciedade. Passamos então pela fase de buscas constantes, da insatisfação com o que se alcança e com o que se deseja, com as inconstâncias no estado emocional. Uma mudança e tanto comparada com aquela criança que simplesmente sentia-se feliz! Um ser desejoso, mas que nem sequer sabe do que...

Já temos por teoria acreditar que a vida adulta é mais constante e estabilizada, e inclusive cobramos isso das pessoas com as quais convivemos! Mas por que esperar que os adultos sejam estáticos e constantes?

Isso é uma tentativa de nos enquadramos o tempo todo em padrões já definidos... Em realidades que nem sempre satisfazem! É acreditar que mais do mesmo é o suficiente para sermos felizes!

Mas afinal, por que não ousar? Por que não arriscar e encarar essas transformações de frente entendendo que não somos submetidos a elas ao acaso?

Tudo o que se transforma se renova e gera a possibilidade de novas experiências... Então que assim seja... Que sejamos sempre capazes de renovar, de recriar, de inventar, e junto com tudo isso, de nos adaptar a inevitável inconstância de viver e de sentir!!

Um comentário:

  1. Que as transformações venham para o auto conhecimento e a melhora pessoal de cada um... que possamos entender apartir de cada transformação o quanto somos aprendizes da vida e como devemos ser humildes para aceita-la e quanto podemos ser corajosos para muda-la...

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