quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

“O essencial é invisível aos olhos”!

Assim disse Saint Exupéry, no livro O pequeno príncipe. Uma linda e doce história de um pequeno menino que decide sair de seu pequeno planeta e descobrir o que o mundo de fora é capaz de lhe mostrar e lhe proporcionar, um mundo bem diferente do seu próprio mundo, um mundo de homens que, para sua surpresa, mais agem do que sentem!

O essencial é invisível aos olhos!! De fato, parece que não estamos preparados para sentir... E isso torna mesmo a vida superficial e com isso, o que importa fica sempre invisível aos olhos!

Olhamos com olhos práticos e concretos, e às vezes fazemos isso até com nossos próprios sentimentos! Buscamos a concretude de tudo aquilo que é sensorial, associando o que experimentamos com o que acreditamos ser correto ou incorreto, bom ou mau...

Enquanto vivemos na infância, somos capazes de estar num mundo mágico de fantasias. Fantasias essas que são capazes de nos ajudar a crescer e a entender tudo aquilo que é concreto e até complexo. Magia e pureza... Vivemos então em momentos nos quais o que menos importa é a concretude e formalização das coisas!

Acredito que essas fantasias possam vir da capacidade mais acentuada de olhar e enxergar muito mais com a alma do que com os olhos. E não é apenas pelo olhar da inocência, mas sim pela disponibilidade de olhar de verdade!

Essa disposição traz consigo a facilidade de sentir e de se entregar ao que se sente! Talvez por isso que a espontaneidade da criança seja algo que nos encanta com tanta facilidade...

Mas como todas as outras fases que vivenciamos e assim como tudo o que é bom, essas fantasias precisam chegar ao fim, precisam ir e dar espaço para uma vida mais realista e enfim, concreta. Afinal, apenas fantasiar, não nos ajuda muito a estar no mundo dos adultos, cheio de responsabilidades, cobranças e seriedades!

Enfim, saímos da magia para a seriedade do dia a dia, e infelizmente nossos olhos passam a enxergar apenas aquilo que se mostra como fato... Perdemos a sensibilidade de olhar o que a alma é capaz de nos mostrar, ou ao menos deixamos de dar vazão a essa sensibilidade!

Atemos-nos a olhar o mundo de forma realista... E quem sabe, realista até demais! O risco que corremos com toda essa cachoeira de realidade, é perder a capacidade de sonhar, de acreditar, de imaginar e talvez até de se entregar a tudo isso.

E será que não podemos arriscar a dizer que de fato foi isso que o pequeno príncipe veio nos ensinar? A continuar a viver sim num mundo de regras, responsabilidades e deveres, mas também a se permitir sonhar no meio do cumprimento de tantos protocolos! A amadurecer sim com as experiências que acumulamos, mas também a lembrarmos que sentir em quaisquer dessas circunstancias não custa nada!!

Quem dera então manter o ar de criança, das fantasias que nos levam a sonhar e a desejar, a inocência de apenas querer ser feliz, e claro a sensibilidade para não se perder o que de fato é invisível aos olhos!! APENAS O ESSENCIAL!

4 comentários:

  1. Grande texto!!!!!!
    Profundo e essencial.
    Obrigada por nos presentear com as suas reflexões
    Sandra Bittencourt

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  2. Sandra, que bom te ter por aqui!!!
    Obrigada por fazer parte disso, e seja bem vinda!!
    Trocar é muito mais gostoso do que ficar com a sensação de que estou falando sozinha!!
    Um beijo e te espero na proxima!

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  3. Paty querida !

    O pequeno príncipe é meu ídolo, obrigada por me mandar esse texto logo pela manhã, fez meu dia muito mais feliz !

    Que bom saber que estou no caminho certo.... deixar que minha criança viva eternamente dentro de meu ser !

    Eu acredito que a vida fica muito mais fácil e doce, afinal o essencial é invisível aos olhos !
    te amo amiga

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  4. O Problema é que quanto mais nos deixamos na fase da magia, mais somos apelidados de loucos e menos a sociedade nos aceita. Cabe a cada um ter a capacidade de conquistar um lugar na sociedade, não sendo um clone, mas alguém que se destaque pelas suas características pessoais. Aquelas que realmente nos pertencem e não aquelas que agradam o todo.

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