sábado, 18 de setembro de 2010

Relações que adoecem... Relações que curam!!

“Uma andorinha só não faz verão...” De todas as formas possíveis que podemos entender essa frase, uma delas é a necessidade humana de estar com o outro, da intensificação de nossa produtividade quando estamos nos relacionando.

Somos feitos de relacionamentos, de contato, de troca. A todo o momento nos vinculamos e estabelecemos laços afetivos das maneiras mais diversificadas possíveis.

Há uma frase de Martin Buber que descreve o quanto social nós podemos ser e o quanto podemos nos encontrar na relação com o outro. Ele diz: “O homem se torna EU na relação com o TU”, ou seja, é no encontro com o outro que de fato encontramos a nós mesmos!

Estabelecemos em outras pessoas pontos de referência para sermos quem somos, para nos desenvolvermos, para nos estruturarmos!

Sobre esse aspecto podemos entender então o que somos, quem somos, como somos e por que somos de determinadas maneiras, através dos contatos que estabelecemos e das relações que mantemos.

Durante o processo do relacionar-se, somos impactados pelas atitudes alheias, da mesma forma que impactamos com nossos comportamentos. Experimentamos sensações, trocamos experiências, buscamos dar e receber afeto, sentimos prazer e percebemos que com as relações podemos nos tornar pessoas mais felizes e realizadas.

No entanto, também descobrimos que nem sempre recebemos afeto da maneira como gostaríamos, assim como não oferecemos o tempo todo o que o outro gostaria de receber... Experimentamos frustrações, e percebemos que entender o que se passa com o outro ou o que espera de nós nem sempre é uma tarefa bem sucedida!

E isso traz à tona a idéia de que da mesma forma que as relações podem ser prazerosas, também podem ser insatisfatórias!

Relações que curam... Ou relações que adoecem!!! Construção, desconstrução!!!

Sensações tão distintas e conseqüências tão opostas para o mesmo processo... O relacionar-se!
Há sem duvida alguma um imenso poder através dos relacionamentos, o poder de oferecer força, de oferecer motivação, de trazer sentimentos de empolgação e de estruturação para enfrentar os desafios. Além, claro, dos sentimentos suscitados pelas relações saudáveis de alegria. São as relações que curam...

Mas também há o imenso poder de desestruturar o ser humano quando envolto em relacionamentos que suscitam desânimo, impotência, incapacidade. E essas com certeza são as relações que adoecem...

As relações que curam são gostosas de se viver, e na maioria das vezes nem paramos para pensar sobre elas, pois acontecem dentro do natural, apenas vivemos e nos sentimos bem com isso. Já as relações que adoecem, podem acarretar um desgaste emocional tão intenso que dificilmente se atravessa um momento desses sem reflexão!

Afinal, o que contribui para o adoecimento das relações?

Claro que se somos seres únicos e totalmente exclusivos, não há uma única forma de isso acontecer, além do que, apesar de nos envolvermos em muitas relações diferentes, com cada um nos damos de formas igualmente diferentes.

No entanto, é possível entender que alguns dos motivos de adoecimento podem ser a necessidade de corresponder mais as expectativas alheias do que as próprias, abrindo mão de si mesmo e de seus ideais. Viver pensando no que o outro pode esperar, pode nos transformar em seres modelados, que perdem a naturalidade e a espontaneidade na expressão do que sentimos.

Da mesma forma, podemos adoecer as relações quando esperamos que o outro agisse não como ele mesmo, mas como uma extensão de nós, pensando como pensamos, desejando o que desejamos, sendo como somos... É o lado mimado de todo ser humano, que procura ser satisfeito em todas as suas necessidades, entregando nas mãos de outrem as possibilidades de felicidade, mas dentro dos seus próprios parâmetros!

Talvez um ponto importante para reflexão seja a idéia de que por si só, nenhuma relação é capaz nem de adoecer, nem de curar... São apenas relações, apenas encontros, apenas momentos de troca! Não que o apenas represente pouca coisa, até porque o que é simples costuma ser o mais difícil de se concretizar, pois justamente por sua simplicidade, buscamos complicar...

São os nossos atos, os nossos sentimentos, a forma como lidamos com tudo que está dentro e fora de nós e o que esperamos receber das relações que mantemos que viabiliza tanto a cura, quanto a doença...

O encontro com o outro continua sendo apenas o encontro!! Adoecer ou curar... depende apenas sob qual perspectiva vamos nos lançar em cada contato...

2 comentários:

  1. Obrigada pelas palavras, parecem que são pra mim!!! Bjos querida amiga!!!

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  2. Paty ainda não posso comentar, só dizer que o texto está muito bom... obrigada amiga.Bjs

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