segunda-feira, 14 de junho de 2010

Por que gostar ou por que explicar???

Gostar!! Que sensação deliciosa. Podemos gostar de tantas coisas, de tantas pessoas, de tantos lugares, de tantos sabores...

Gostar é o que faz os momentos ganharem brilho e se tornarem marcantes.

Gostar é o que nos ensina a fazer escolhas e seguir caminhos em busca de prazer e sentimentos. Gostar é o que nos faz querer conviver com as pessoas e cuidar para que o relacionamento seja especial.

Mas afinal, por que gostamos das pessoas, das coisas, de determinadas situações?
É fácil determinar que gostamos... As sensações são claras e a satisfação que experimentamos com os gostar inesquecível e inconfundível.

No entanto, fui instigada a pensar no por que gostamos... Estamos acostumados a ter por quês para todas as coisas que fazemos, para todos os pensamentos que desenvolvemos, para todas as atitudes que tomamos. Com isso nos habituamos aos questionamentos do por que sentir... Está com medo? Por quê? Está se sentindo sozinho? Por quê?

Pois bem, acho que agora é o momento de pensar no por que das explicações, e o quanto podem tornar-se excessivas, fazendo com o que os sentimentos percam a graça por si só.

Sentir já é ótimo! Não há necessidade de explicar!

Aprendi com um psicólogo, fantástico por sinal, que nós gostamos de muitas coisas, apenas por gostar. É o “gostar de graça”!

E o quanto é bom gostar de graça! Quanto é gostoso, sentir que o outro te cativa apenas por existir e que não carrega consigo nenhuma expectativa ou obrigatoriedade de ser dessa ou daquela maneira.

Dando uma boa olhada ao redor, nos relacionamento que podemos manter, é possível notar o que sentimos pelas pessoas que estão por perto. O que nas pessoas nos faz gostar delas? Acredito que seja notável o quanto somos capazes de gostar de alguém totalmente de graça

Aquela pessoa que cativa apenas com o olhar, ou melhor, apenas pelo nosso olhar, pois quando olhamos sem entender bem a explicação que isso carrega consigo, nos sentimos próximos e com vontade de estar mais próximo ainda. É o gostar de graça!
Daqui surge outra reflexão... Se somos capazes de gostar de graça, apenas por gostar, também somos capazes de despertar esse gostar, sem justificativa e sem precisarmos de grandes atitudes para que isso ocorra.

Noto que cada vez mais as pessoas se preocupam com o que precisam fazer para agradar e para conquistar. O tal do não saber dizer não está bastante envolto neste estigma, pois talvez se eu disser não, o outro deixa de gostar de mim! O não falar de suas necessidades e de suas frustrações também está ligado a isso, pois se talvez se eu não for exatamente como o outro espera que eu seja, não goste de mim de verdade.
Oras, que situação ingrata. Então somos dignos de afeto apenas quando correspondemos as expectativas alheias? Isso transforma as relações em mecânicas e distantes, pois não expressão de fato do que se sente e do que se é de fato.

Diante de tudo isso, a visão do poder gostar de graça me tocou e me cativa. É o trazer naturalidade para as coisas, de modo que nos libertemos de todos os protocolos que criamos para nos envolvermos com o outro.

É o prestar mais atenção em si, para que com isso tenhamos mais consciência do quanto podemos ser simpáticos, afetuosos, amorosos, com espontaneidade, ou ainda mal humorados, irritados e amargos, mas com a mesma espontaneidade.

Quem aprende a gostar de graça, não se incomoda com o lado falho. Pelo contrario! Passa a entender que o outro é humano e que possuir momentos de fragilidade só nos aproxima mais e mais!

Então, que venham os momentos bons e ruins, que experimentemos mais de nós e que possamos entender que quando gostamos de graça, apenas por gostar, a relação pode ser muito mais envolvente e duradora, já que não carece de condições para ser mantida!

5 comentários:

  1. ai ai ai ai ai ai ai....que con fusão acabei fazendo com o gostar ou não gostar, de graça ou comprado ,rs rs rs rs. Deixa eu ver se entendi, gosto de voce porque é minha filha, dos seus filhos porque são meus netos e epa ! vou ter que desgostar do Adriano porque sou sogra dele ? Isso esta ficando complicado.... brincadeirinha, entendi tudo, acho que estou individada. beijos mami.

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  2. Pois é Paty!
    Gostar de graça tira um peso das costas me permitindo me responsabilizar apenas pelo q sento ao inves de me responsabilizar pelo o q o outro precisa e sente.
    Esse aprendizado é arduo, pois desde pequena tenho lembranças nada sutis desse jogo manipulativo do gostar para nao desagradar o outro.
    E quebrar essa programaçao vai me fazer estar muito mais atenta no q estou fazendo e pra q estou fazendo isso ... sendo eu a primeira referencia e nao o outro. Afinal, como posso estar numa relaçao q eu me considero depois do outro ...

    Beijos amiga

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  3. Antonio Carlos Caparrozjunho 14, 2010

    Quem aprende gostar pelo simples fato de sentir outra pessoa, se atreve a tomar um Capuccino no meio do seu expediente de trabalho, não se importando com nada e com ninguém, apenas se deixando sentir. Não importa se é uma saudade ou uma nova vivência, o que importa é a sensação de estar vivo. Um bálsamo para o espírito.

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  4. Em resumo, o gostar por gostar é o sentir através dos sentidos. É sentir-se livre e confortável para dizer sim e dizer não. É fazer valer a pena !

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  5. Com certeza, gostar não exige recompensas à quem gosta... vivemos baseados na expressão: Só vai ser um garoto se...; eu gosto de você se...
    E aí , quando colocamos a condição no meio, perdemos o belo momento do único e verdadeiro sentimento de saber que ninguém é perfeito, mas que podemos amá-lo ( e nos amar) assim mesmo.. amei o texto... :)

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