terça-feira, 15 de junho de 2010

Namorar...

Ouvimos muito falar sobre isso por conta do dia dos namorados... Mas me peguei pensando sobre o namorar, sobre o significado que essa palavra pode ter ou sobre o significado que podemos atribuir a ela.

O que é namorar afinal? Será que é apenas relacionar-se com o outro, manter um compromisso, ir ao cinema juntos, ter programas a dois, gostar de se arrumar para o outro... e tantas outras coisas que posso colocar aqui como comportamentos que mantemos quando estamos namorando?

Pra mim não! Claro que esse tipo de namoro é muito bom! Isso é mesmo indiscutível. Mas me peguei pensando no namoro além do sentido sexual que possa carregar, em atitudes, maneira que possamos desenvolver e que se assemelhe a essa coisa de “namorar”.

Entendo que namorar envolve muito mais que tudo isso. Envolve o estar aberto a situações e poder desenvolver o gosto por namorar a si mesmo. Se utilizarmos a palavra curtir junto com o namorar, pode ser que se torne de fácil acesso o sentido que estou buscando dar ao namorar.

Curtir os momentos, aproveitar os sentimentos, namorar a si mesmo!
Ouvi muitas vezes no ultimo final de semana, no qual participei de um curso vivencial com um psicólogo que todos deveria ter a oportunidade de conhecer um dia a seguinte frase: “Fique com essa sensação, e namore o que está sentindo”! Claro que a principio fiquei pensando no que ele esperava que surgisse, mas rapidamente me entreguei ao namorar a mim mesma e as minhas sensações.

Como é bom poder curtir-se! E com isso, podemos perceber que namorar é muito mais amplo do que criamos. Não existem limites, nós que os fantasiamos.

Podemos namorar a família, os amigos, os ambientes, as circunstancias, a si mesmo... Quem aprende a namorar a si mesmo, sem duvida pode ser um namorado mais companheiro.

Talvez aqui esteja uma das grandes lições da vida: Aprender a ser namorador (a)! Mas com qualidade de verdade, colocando nisso todo o carinho possível e toda atenção possível!

Quem sabe não é um tremendo passo para aprendermos a estar com o outro com qualidade, afinal, estar consigo com qualidade, pode abrir diversos caminhos. E sem duvida aprender a namorar, mas com todas essas entonações que aqui trago, pode ser um intenso encontro consigo mesmo!

9 comentários:

  1. namorar-me, certamente ja fiz isso um dia, e acredito que o pecado esta em ter parado de fazer.
    O texto nos faz pensar que em algum ponto da vida, dessa nossa vida atribulada deixamos de nos curtir e ainda assim ficamos cobrando que nos curtam. Obrigada Patricia por trazer o tema e com ele a oportunidade de namorar-me novamente, curtir-me e quem sabe um dia vir a me casar comigo mesmo, me entregar a um amor tão grandioso que não permita deixar murchado meu ego, minha auto estima. Obrigada. Mami

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  2. A sua abordagem nos leva à idéia de que para gostar de alguém é fundamentar estar gostando muito de si mesmo. Se não estamos bem, não podemos fazer alguém ao nosso lado estar bem. E isto se aplica aos relacionamentos amorosos, com amigos, familiares e até mesmo profissional.

    Excelente !

    Beijo

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  3. Antonio Carlos Caparrozjunho 15, 2010

    Pat, eu vou mais além: essa questão de namorar a si mesmo é uma verdadeira introspecção, onde olhamos "frente a frente" para nós mesmos, tentando buscar um equilibrio das nossas sensações, que posteriormente exteriorizamos e revelamos o nosso afeto por outra pessoa.
    Parafraseando o meu querido Professor Filósofo Antonio Neres (Tozinho) quando ainda eu cursava a faculdade de Psicologia, isso é filosofia de rodoviária! E vai ver que é mesmo. Rsssssss

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  4. Patrícia, namorar os melhores sentimentos que temos dentro de nos mesmos, aqueles que temos a oportunidade de vivenciarmos sozinhos ou a dois, é um exercicio que deveria ser diário,estes sentimnetos que nos preenchem de uma forma tão boa e enriquecedora,e que devemos sim, compartilhar com quem merecer, sem medos, vergonhas, mas ..., geralmente nos esquecemos ou melhor permitimos que influencias externas roube-os do nosso sentir e compartilhar!
    Agradeço a oportunidade deste alerta, e que vc me cobre esta atitude maravilhosa sempreee!!!
    bjos e parabens pelo texto
    cleane

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  5. Paty linda !
    Depois de tanto tempo de relacionamento, um dia eu acordei e perguntei: quem sou, do que gosto? e a resposta não veio, pois eu gostava apenas do que o outro gostava e pior, fazia coisas que ele apenas gostava.... IDIOTA? Não aprendiz, *rs, pois errar é humano, persistir.... hummmm !

    Entrei lá dentro de mim, ai que medo de cada lugar que cheguei e consegui me encontrar, e descobri quem era a verdadeira Kitilaine Piovesan. Depois de me encontrar, foram 3 anos de egoismo (para algumas pessoas), mas eu fiz o que eu queria, apenas o que eu queria. E depois disso percebi que poderia namorar uma outra pessoa, pois eu me amava e sabia o que eu queria.

    Eu sou uma pessoa que olho no espelho e falo, LINDAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA e dou um beijo no refletido, *rs.
    No meu celular o despertador está escrito: acorda lindona, *rs.
    eu sou apaixonada por mim e brigo comigo mesmo muitas vezes.

    Concordo com o Xandão, a gente não pode ser apaixonado por alguém, pelos amigos, pela empresa que estamos se não estamos apaixonados por nos mesmos.

    Obrigada,
    Beijo da Kitty

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  6. Patrícia ótimo texto. Se me permite, ele me remeteu a um passo além: Penso que uma proposta interessante é além de namorar a si mesmo, apenas. Mas namorar o outro de si mesmo. Ou seja, namorar e aprendermos a lidar com o outro que há em nós mesmos. Com aquilo que estranhamos de nós, que por sermos inacabados, surge a cada dia. Namorarmos e sentirmos o quanto somos estranhos a nós. Sendo assim, poderemos tomar ciência de que somos imperfeitos e aprendendo a me encontrar comigo mesmo, estarei aberto ao encontro com o outro além de mim. Aquele que é infinitamente estranho a mim e que sobre ele, não tenho controle algum. Se um dia aprendermos isso: encarar ao outro como outro e não como parte de mim mesmo, abrir-se-á uma infinidade de possibilidades nas relações. Um beijo, obrigado por mais esta oportunidade de refletir em algo tão vital.

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  7. Discordo do ponto de vista do namorar si mesmo da forma a qual foi colocada.Namorar si mesmo é olhar pra dentro de si primeiro.Mas só conseguimos entender o que esta dentor de nós mesmos,quando simplesmente não temos apego a nossa imagem.Se ti achar que é linda,perfeita,buscará o seu reflexo no plano externo e esse será seu erro.Mas temos que saber olhar pra dentro de si e sentir o que somos,e perguntar pra nós mesmos,quem somos e por que somos assim?Se entender isso,ja é um caminho pra poder se namorar.

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  8. Em resposta ao comentario anterior, também não entendo que namorar si mesmo seja "achar-se" o máximo... isso chega a ser idolatria de si! E claro, não facilita em nada nos relacionamentos, apenas constrói mais barreiras.
    Assim como namorar o outro não implica em gostar de tudo que o outro nos mostra, namorar a si mesmo também não.
    Entendo mais o namorar com o significado do ficar com, do experimentar, e claro que pra isso é preciso olhar para si mesmo, sem incluir o sentido estético que possa ser atribuído. Sem incluir idolatrar-se.
    Olhar pra dentro de si!
    Essa sua frase sim faz todo o sentido pra mim... e olhar pra dentro de si implica em respeito, para aceitar o que vê de bom e para buscar melhorar o que incomoda.
    Mesmo sem saber a quem respondo, obrigada pelo comentario... Isso traz troca, e a troca é a base de todo desenvolvimento. Venha passear mais por aqui!! Será sem bem vindo ou bem vinda...

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  9. oi..encontrei esse blog por acaso e gostaria de parabenizar vc Patricia...

    Qto ao comentário de kity...penso que isso é ser narcisista ao extremo, e isto nem sempre traz muitas vantagens...penso que as vezes nos perdemos diante de um grande amor e principalmente quando ele ñao é correspondido, e assim nos esquecemos de "sermos" um pouco nós mesmos...

    a solucao para isso é encontrar uma fuga para si mesmo, e olhar pro espelho e se achar linda ñao me parece que alivia em nada...

    o importante é encontrar-se com seu eu interior, elaborar tudo o que foi vivido, é o tal do circulo hermeneutico...eu penso assim!!!...e tentar dar uma volta nos acontecimentos e extrair coisas boas, como sentimentos, valores, o que realmente se perdeu ou ganhou e tentar ñao repetir as mesmas coisas...

    achar-se o máximo, a primeira bolacha do pacote, as vezes pode te levar pra um buraco sem fim, é uma cilada pra si próprio...a beleza vai com o tempo e vai rápido...o que importa para os outros vai muito mais além...é como a metamorfose, para ser borboleta se passa por transformacoes nada confortaveis, nasce linda e nem dá tempo pra curtir muito a vida...

    bem, essa é minha opiniao, respeito as demais...td muito subjetivo...um abraco!

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