sábado, 8 de maio de 2010

Saudade...

Palavra difícil de definir, mas sentimento tão fácil de aflorar. Sentimos saudade de tantas coisas, de tantas pessoas, de tantos momentos que em diversas circunstâncias somos pegos por essa sensação, sem definir se quer o que a detona.

Momentos felizes deixam saudade, momentos em que a vida nos traz experiências únicas. O primeiro dia de aula, o primeiro amigo, a primeira vez que saímos sem os pais, o primeiro beijo, o primeiro namorado... Situações que nos despertam para a vida, mesmo que carregadas de alguns outros sentimentos como ansiedade e insegurança. Mas sem duvida, momentos que nos tornam “gente”, que nos ajudam a sentir com intensidade o quanto podemos ser felizes.

Momentos tristes nos marcam como pessoas pela superação que podemos apresentar. Sem dúvida não temos saudade dos momentos tristes, mas aposto na idéia de que a superação deixa saudade, em especial quando somos acometidos novamente por situações em só nos resta permitir que a tristeza entre.

Pessoas marcantes!! Ah!! Dessas sempre sentiremos saudades. Pessoas que nos levam a aprender, pessoas que nos oferecem afeto, pessoas que desenvolvem em nós a vontade de oferecer afeto, pessoas que nos desafiam sempre para que o crescimento possa surgir, pessoas que nos fazem nos sentirmos especiais, pessoas que sentimos apenas a vontade de estarmos juntos e que mesmo tendo uma relação próxima conseguimos sentir saudade com a breve ausência. Pessoas que nos apóiam nos momentos mais difíceis, pessoas que carecem de nosso apoio. Pessoas que nos lembram a infância e pessoas que nos fazem pensar no futuro.

Enfim, pessoas que passam, pessoas que ficam. Família, amigos, desafetos, companheiros, amantes. Todas as pessoas que passam podem nos deixar algum tipo de saudade, seja do momento compartilhado, seja do aprendizado experimentado, seja apenas aquela sensação gostosa de afinidade e do quanto é bom estar juntos.

Pena que nem sempre a saudade é um sentimento fácil de conviver. Sentimento bom quando sabemos que objeto detonador de tal sentimento está acessível, sentimento duro quando temos que conviver com a distancia física e emocional.

Entendo a frase de Rubem Alves que diz que “Saudade é nossa alma dizendo pra onde ela quer voltar”! Entendo que voltar aos momentos e as pessoas que nos preencheram por algum período da vida seja sempre bom, e justamente por isso, a alma busca retornar.

Mas também entendo que só reviver não abre possibilidades para que o novo surja. Novas pessoas, novos momentos, novas experiências. Novas circunstâncias que nos enchem de possibilidades para voltar a sentir saudade no futuro, mas sem as quais não teríamos coisas boas para retomar.

Enfim, seja a saudade fácil ou difícil de lidar, ela sempre vem de alguma forma. E cabe a cada um que a sente, saber direcioná-la para o local certo dentro de si e decidir se viver apenas de saudade basta, ou se senti-la abre a possibilidade de se abrir para senti-la novamente, mas sempre de forma aprimorada. Afinal, se sentimos saudade, é porque foi bom, e se foi bom, porque não viver, reviver, renovar e experimentar?

Feliz de quem tem alguém para sentir saudade ao invés de amargurar-se por ter vivido apenas momentos ruins e com pessoas vazias!

2 comentários:

  1. Tudo o que escreveu me fez pensar que a partir de certo momento da vida, a saudade deve torna-se alicerce para novas experiências serem vividas e absorvidas com o melhor aproveitamento possível.

    Saudade não é barreira e sim um caminho para progredirmos.

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  2. se eu pudesse contas as vezes que já tive saudades.. rsrs

    das saídas a noites com os amigos por jundiaí.. das idas ao interior do paraná, com tios, primos.. a antiga casa da minha vó.. os churrascos durante a semana... (e uma lista enorme)..

    os tempos de escola... até mesmo fica em casa do meus pais, por mais tempo...

    ou até mesmo de pessoas que ainda não tivemos a oportunidade de estar pertos, mas estando perto de alguma forma, seja essa forma tecnologia (telefone, internet, cartas..), ou o próprio coração.. ai sentimos saudades por não estar perto..

    é estranho, mas acontece...

    mas sabemos que esses lugares a que fomos, essas pessoas e situações que estivemos, nunca serão exatamente como foram.. está ai a necessidade de saber "domar" esse sentimento e permitir que ele entre como "foi bom", e a saída seja "vamos adiante, vida".


    Diego

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