domingo, 2 de maio de 2010

Reencontros!

A vida é engraçada... Relacionamos-nos com as pessoas de modo a nos apegar e a desenvolver proximidade com os que nos fazem bem! Passamos tempos e tempos juntos, trocamos idéias, sentimentos, afinidades... A real tradução de amizade ou mesmo de um gostoso romance!

Mas como eu disse, a vida pode ser bem engraçada... De repente, no corre-corre da vida, nos afazeres e responsabilidades que vamos adquirindo ao longo da caminhada, mudamos de rumo, reconstruímos caminhos que não tínhamos pensado trilhar, e... Nos afastamos!

Não necessariamente precise de algo nesta relação para que as pessoas se distanciem... Mas a própria vida e nossas escolhas têm o poder de nos conduzir a caminhos distintos. Que pena não é mesmo?! Uma amizade que pode parecer indestrutível pode se desfazer pela ação do tempo!

Uma forte sensação que carrego comigo é a idéia de que NADA NA VIDA ACONTECE POR ACASO! Nem mesmo o afastamento das pessoas... Mesmo que isso possa parecer sofrido! Talvez as possibilidades dessa relação tenham chegado ao seu fim, e por isso há a necessidade de afastamento, mesmo que apenas temporário.

As relações são feitas de etapas, e etapas envolvem começo, meio e fim! Assim, é preciso deixar que as coisas cheguem ao seu fim, até mesmo para se renovar e amadurecer. Afastar-se também implica nisso: aprender mais, amadurecer mais para talvez dividir mais novamente!

O novamente me faz pensar em reencontros. Da mesma forma que as pessoas se vão de nossas vidas, “magicamente” tem o poder de reaparecer... E em mim, sempre deixam o gostinho de passado sendo retomado para se reviver coisas que não foram totalmente vividas. Minha mãe costuma dizer que o passado volta para acertar as contas, concordo com ela, mas também acho que nem sempre é só para acertar, mas sim para se reviver aquilo que foi bom!

Pessoas que foram importantes em algum momento da vida, vão sempre ter o poder de trazer sensações boas novamente, e assim o reencontro torna-se fortemente afetivo, mesmo que passado muito tempo.

E como é bom, rever aquele amigo com o qual se passava horas e horas apenas jogando conversa fora, mas que trazia descontração! Como é bom, cruzar com aquela pessoa a qual despendeu tanto afeto e paixão, e que esse simples cruzar-se na rua traz o reviver daquela sensação gostosa!

Mas claro que o reencontro só será prazeroso se deixarmos que as pessoas decidam o momento certo de ir... Sem amarras, sem cobranças... Encarar os finais de maneira a deixar as portas abertas para os possíveis reencontros que a vida nos traz! Assim, os reencontros se tornam naturais e saudáveis, e não cheios de cobranças e mágoas pelo fim não resolvido.

Resta ainda uma pergunta de suma importância: Mas será que é fácil deixar as pessoas importantes partirem? Claro que não... Mas quem disse que essa vida seria fácil???

3 comentários:

  1. muito bem colocada as palavras e por que não dizer que o acerto de contas do passado nos trazem por vezes o crescimento quando somos e nos colocamos humildes diante da vida.Continue escrevendo e iluminando vidas com\suas palavras, te amo mami

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  2. Paty, adorei seu espaço!!!
    Se tem algo que entendo é sobre partida, despedida, deixar ir e reencontrar, dói, mas faz crescer, amadurece...sabe o que mais aprendi nas partidas? Que amizade de verdade, amor sincero não se desmancha com o tempo, com a distancia, amor se carrega no coração, não nos olhos.

    beijos querida

    Leiloca

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  3. Uma palavra me cativou neste texto: "magicamente".

    O magicamente, do modo como colocado, me faz pensar sobre o sentido de "necessariamente". De algum modo, normalmente inexplicável, coisas necessárias acontecem em nossas vidas.

    Talvez o inesperado, ainda que necessário, nos faça pensar o quão mágico é !

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