segunda-feira, 10 de maio de 2010

Como se fosse a primeira vez...

O que você faria se tivesse a chance de retomar, nem que apenas por alguns segundos, a chance de mudar a maneira como se relaciona com algumas pessoas de seu convívio diário, como se fosse à primeira vez que os visse?

Em determinados momentos damos tão pouco valor ao que temos ou ao que conquistamos que nem sempre tomamos os devidos cuidados com as impressões que estamos passando adiante sobre nós mesmos.

Da mesma forma, somos capazes de nos acomodar e por isso passamos a não oferecer as pessoas mais importantes de nossa vida o que temos de melhor ou o que merecem receber de nós.

O filme Como se fosse a primeira vez retrata de maneira muito romântica o que precisamos aprender a fazer com os afetos que desenvolvemos. Sabe aquela historia de viver todos os dias de sua vida como se fosse o último? Pois bem, é mais ou menos por ai... Abraçar quem está do seu lado como se isso fosse imprescindível para a sua sobrevivência, beijar como se isso lhe trouxesse energia nova (e de fato traz), sorrir lembrando-se que isso pode mudar o seu dia e o de quem recebe esse sorriso também... Aprender acima de tudo que o outro não é responsável pelo seu dia difícil, ou pelo mal humor que te acomete... Pelo contrario... Talvez seja o outro que possa te trazer um pouco mais de conforto e satisfação, se assim o cultivar.
Há milhões e milhões de atitudes e maneiras para buscarmos entender o quanto devemos cuidar e se permitir ser cuidado por pessoas próximas e importantes, como se de fato fosse a primeira e ultima vez que isso acontecesse.

No filme que mencionei, por um problema de perda de memória, a protagonista não se lembra do grande amor da sua vida por mais tempo que um dia. Isso o faz decidir reconquistá-la todos os dias, e tem a responsabilidade de fazê-la se apaixonar diariamente. Que lindo não é!!

Não pretendo induzir ou esperar que as coisas na vida real aconteçam exatamente dessa forma. Mas levanto a possibilidade de refletirmos se não somos capazes de nos darmos com mais qualidade, de oferecermos algo a mais e assim também recebermos algo a mais.

Em minha mente, a resposta imediata é: Claro que somos! Se não fossemos, seríamos duros e distantes em todas as relações desde o inicio delas. Por que então, quando nos apaixonamos tratamos a pessoa amada com mais cuidado e dedicação?
Grande parte das dificuldades de relacionamentos seja dentro do casamento, do namoro, da vida familiar, ou mesmo do convívio com amigos, surge do comodismo que adquirimos com o passar do tempo e do quanto permitimos que o dia a dia desgaste o interesse em conquistar. Mas confesso que nunca recebi no consultório um caso de alguém que tenha desistido de ser conquistado, o que mostra o quanto cultivar esse lado “romântico” ou apenas afetuoso não faz mal a ninguém nunca!

Ressalto que não me refiro a isso focando apenas nos relacionamentos entre casais, mas sim em todas as relações afetuosas que somos capazes de nos envolver. Afinal, quem nunca gostou de ser lembrado e tratado com carinho e amor por um amigo querido? Quem é capaz de resistir a um gesto de ternura provinda dos pais ou dos filhos?

Pois que seja sempre assim!! Olhar para o mundo como se fosse a primeira vez que ele te tocasse. Acordar todas as manhãs para aproveitar a vida como se fosse o ultimo dia! Experimentar as sensações, todas as possíveis, como se fosse a primeira vez!!

3 comentários:

  1. Nesse eu vou ser o primeiro ! antes do xandao ! o cara chato !!!

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  2. Sabe o que é isso pra você?
    M...uito bom!

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  3. Ainda que eu não tenha sido o primeiro nesse post, pego carona no tema e deixo aqui meu comentário, sempre, como se fosse a primeira vez.
    Poder escrever também deve ser encarado sempre como se fosse a primeira vez, como uma renovação diária, uma reconquista, assim como você trata sobre o tema brilhantemente.

    Excelente tema !

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