sexta-feira, 7 de maio de 2010

Amor com ódio ou ódio com amor!!

Estive pensando nas relações que estabelecemos com as mais variadas pessoas. Em cada uma delas, desenvolvemos particularidades e maneiras distintas de nos envolvermos, dividirmos sentimentos, trocarmos e oferecermos um pouco de parte diferentes de nós mesmos.

Toda relação envolve sentimento. É humanamente impossível nos envolvermos com as pessoas e ao mesmo tempo nos abstermos de todo e qualquer demonstração de sentimento.

E cá entre nós... Essa é a graça de estarmos com as pessoas!

O que me chama a atenção é o quanto somos capazes de demonstrar sentimentos tão opostos pela mesma pessoa. É a tal relação de amor e ódio!

Ouvi de um cliente essa semana que na mesma intensidade que sente falta de uma determinada pessoa e quer muito falar com ela, sente ódio por ela estar longe e pela forma como a relação vem sendo desenvolvida. Será que essa sensação, tão confusa e ambígua é exclusividade dessa pessoa a que me refiro? Será mesmo possível sentir amor e ódio pela mesma pessoa?

Assim é com todas as pessoas as quais oferecemos algum tipo de amor. Isso me faz pensar que a capacidade de odiar, está diretamente vinculada à capacidade de amar. Não se assuste... Vou explicar o que quero dizer com isso...

Quanto mais intenso o sentimento que oferecemos as pessoas, maior a sensação de frustração quando somos decepcionados ou contrariados. Ou seja, na maior parte do tempo, oferecemos amor, mas esperamos receber amor da mesma forma que ofertamos. E claro, isso nem sempre ocorre, pois para cada um, oferecer e receber ocorre de maneiras distintas.

É assim com filhos. Os amamos intensamente. Mas também sentimos essa força de frustração quando notamos que mesmo sendo parte de nós, não seguem todos os nossos princípios e nem tão pouco deveriam, pois são seres individuais, e não extensões dos pais.

Também é assim com os pais. Os amamos por toda a dedicação que nos demonstram ao longo da vida. Mas sentimos um intenso ódio quando eles não nos compreendem.

Com amigos, companheiros, colegas, irmãos... todas as relações que estabelecemos podem estar dotadas dessa ambigüidade de sensações. A grande graça de tudo isso, talvez seja aprender a lidar com esses dois opostos, pra que nenhum dos dois tome proporções indevidas e destrua o outro. Pois tanto o amor, quanto o ódio, desde que de maneira controlada, pode nos levar a desenvolver relações mais maduras e prazerosas.

2 comentários:

  1. Amor com ódio ou ódio com amor?

    Hum.... quando a gente lê o título pensa: Lá vem aquelas palavras difíceis.

    Você prefere ler coisas que falam de ser feliz, de conquistar, de reviver, de grande amor, de como ser feliz, ficar rico? *rs

    DEPENDE, tudo que você lê pode ser motivacional, depende de como a gente interpreta, afinal pode tirar algo de bom em tudo ( SE ASSIM DESEJAR).

    Paty continua escrevendo que eu estou me deliciando....
    Beijo
    Kitty

    ResponderExcluir
  2. Acho que realmente está ai a parte mais complicada disso tudo: lidar com esses dois gigantes opostos! É quando, se não tens preparo, as pessoas acabam fazendo coisas que não queriam, dizendo coisas sem pensar, ou se preciptando demais em odiar, e magoando o outro, ou se preciptando demais em amar, dizendo antes do tempo...

    Bom, como ninguém pode prever o ser humano, faz parte isso da vida, certo...

    E só vivendo mesmo, errando, aprendendo, pra um dia acertar!

    =)


    Diego

    ResponderExcluir

Obrigada por me deixar seu recado!!