terça-feira, 4 de setembro de 2018

Setembro amarelo

Resultado de imagem para campanha de prevenção ao suicídio

Prevenção... palavra interessante que me desperta muitas divagações.



Pelo dicionário encontramos a seguinte definição: “Ato de se antecipar às consequências de uma ação, no intuito de prevenir seu resultado, corrigindo-o e redirecionando-o por segurança.

E de repente sou tomada por mais divagações...

Prevenir está vinculado então a evitar. E aqui já tomamos por certo que, se buscamos corrigir algo, é porque de fato isso está errado. Então prevenir é realmente modificar a trajetória de algo que consideramos ruim.

Estamos em um mês em que se fala em prevenção ao suicídio, da mesma forma que fazemos prevenção ao câncer de mama e outras doenças. De cara, me antecipo a definição acima e entendo que, se buscamos um mês específico para prevenir o suicídio, é porque já o entendemos de antemão como algo ruim. Mas aí entra o questionamento que me consome... Se entendemos o ato voluntario de deixar a vida como algo ruim, por que não nos abrimos para falar disso abertamente, com pessoas que pensam sobre isso e que estão sofrendo acerca desta realidade? Por que deixamos para falar disso em um período tão determinado, como se não fosse algo que nos acometesse e nos rondasse dia após dia, em qualquer momento da vida? Falar sobre o suicídio apenas quando ele já aconteceu, ajuda mesmo a prevenir o próximo?

Hoje ouvi de uma adolescente em terapia que ela simplesmente não acreditava na coordenação de sua escola, pois afinal, eles mantêm o que ela considera ser um péssimo hábito, de abordar assuntos polêmicos que tocam a todos os jovens, apenas quando eles já aconteceram. Ainda citou exemplos, dizendo que só se fala de suicídio em sua escola quando alguém efetivamente tenta se matar, só se fala de bullying quando alguém deixou a escola por não aguentar como era tratado, e só se fala de educação sexual, quando alguma jovem aparece inesperadamente grávida. Chocante não? Isso estava ali o tempo todo, mas de alguma forma, não pudemos ou não conseguimos ouvir.
Só damos abertura para falar de coisas que doem ou que geram alguma instabilidade quando não há mais possibilidade de retomada. Só nos damos conta que estamos perdendo a noção do que acontece com nossos jovens, ou mesmo com as pessoas mais próximas, quando o limite invade nossas casas nos mostrando o quanto estávamos cegos.

Falar sobre a vida parece algo natural e feliz. No entanto, falar sobre a morte parece algo macabro e desnecessário. Mas ela está ali! Na espreita... gostem ou não disso, não somos imortais, e de alguma forma, pensar e falar sobre, não significa que vamos viver isso.

Ainda vivemos de tabus! Interessante como os assuntos se mostram proibidos conforme não sabemos lidar com eles. Falar sobre a morte é doído, pois afinal, queremos prolongar a vida o máximo possível. E então, quando o sentimento de alguém destoa deste, será que somos capazes de ouvir?

Vejo nas redes sociais, as pessoas publicando textos lindos e correntes, afirmando que estão abertas a ouvir caso algum amigo esteja passando por alguma fase difícil ou esteja deprimido. Mas será? Estamos mesmos capacitados a lidar com a dor do outro, sendo que muitas vezes não lidamos nem com a nossa? Somos capazes de dar suporte para alguém que toma uma decisão diferente da que tomaríamos?

Vejo pelo tema aborto que não!! Grandes e intensas discussões acerca da liberação ou não de tal possibilidade embasada em “eu jamais faria”, ou “eu gostaria de ter esse direito”. Defendemos o que queremos viver, mas não estamos preparados para ouvir e ajudar o que é diferente de nós.

Não acho que o problema é o mês de prevenção ao suicídio. Pelo contrário!! Acredito que ele traga à luz um tema que necessita ser pensado, falado, discutido, refletido e novamente pensado. Todos somos suscetíveis a isso... afinal, quem nunca esteve em uma situação de dor que o levasse a pensar que seria mais fácil se tudo acabasse ali? Apenas acredito que fechar isso em um mês e acreditar que com este ato estamos resolvendo a questão, é pequeno demais.

Falar sobre suicídio não é incentivo para vivencia-lo, assim como falar sobre drogas, orientação sexual, aborto, relacionamentos difíceis ou qualquer outra questão não nos leva a viver isso.

Que possamos apenas nos humanizar mais, ouvir mais, tentar entender a dor do outro para que talvez (e só talvez) ela possa ser dividida e diminuída. Ouvi em uma palestra de Mario Sergio Cortella, que precisamos apenas para de julgar quando o assunto se referir a suicídio. E isso resume tudo! Julgar não nos ajuda a entender o que o outro está vivendo, e nem tira o outro da dor.

Que possamos abrir os olhos, os ouvidos, a mente!!







segunda-feira, 9 de novembro de 2015



Escolher!!!!! 

Algo que ninguém é capaz de tirar de ti...

Mesmo quando nos recusamos a escolher, 

deixando a vida seguir,

 estamos optando por algo...

Sempre é possível mudar de rumo,

 pegar novas estradas,

conhecer novos opções, 

Mudar o que somos e o que queremos ser!!

E você, já fez suas escolhas pra hoje??


sexta-feira, 8 de agosto de 2014


Grupos terapêuticos
 
     Vivemos nos relacionando, seja consigo mesmo ou com os outros!
 
    A terapia de grupo é um meio de auto conhecimento. É um processo que busca entender os meios de funcionamento de cada ser humano, ao mesmo tempo em que preza pelas relações estabelecidas no grupo.
   
   Assim, aprender a cuidar de si enquanto compartilha vivencias num grupo, é o objetivo desse tipo de terapia.
   
   Ouvindo as histórias dos membros do grupo e compartilhando também as suas próprias, somos capazes de refletir sobre o que buscamos no outro e também em nós mesmos.
   
  Venha conhecer!!Estamos oferecendo agora grupos terapêuticos com foco e objetivos específicos, como por exemplo:
 
- Grupos de mulheres, para discutir o papel atual da feminilidade e da individualidade da mulher
 
- Grupos de gestantes, com o objetivo de falar do momento e das transformações vividas nesta fase da vida
 
- Grupos de adolescentes em busca de lidar com os conflitos pertinentes a esta fase da vida
 
- Grupos de orientações de pais, para discutirmos as nuances da educação e do papel da família no desenvolvimento das crianças
 
   Enfim, grupos de diversos temas e com diversos formatos, para aprendermos a lidar com nossos conflitos e mudanças que a vida traz, em cada momento vivido.
 
Informe-se pelo telefone 11 3446-8446 


domingo, 27 de julho de 2014

Perdendo e aprendendo

Ninguém gosta de perder!!! Essa palavra nos deixa sempre com uma sensação ruim... Como derrota, fracasso, insucesso!

Dizem que é importante ensinar uma criança a perder, mas e como nós, adultos, lidamos com isso?? Aliás tem tantas coisas que queremos ensinar aos nossos filhos, mas que não sabemos lidar com isso também...

Infelizmente perder faz parte da vida... Em cada fase que vivemos lidamos com situações competitivas, desde um jogo de tabuleiro, um esporte, um concurso de redação, uma entrevista de emprego, a conquista da pessoa amada e outras inúmeras situações em que nos testamos e descobrimos nossas próprias habilidades.

Ganhar coisas novas, implica em abandonar e perder o apego a coisas velhas. Não há espaço para tudo em nossas vidas!

Perder também pode ser renovação, afinal, quando perdemos algo ou alguém, é natural fazer um retrocesso e reavaliar o que fazemos com nossas vidas!

Diz o ditado... "Aprendemos a dar valor as coisas quando as perdemos!" Não gosto dessa visão radical, e acredito inclusive que somos capazes de ter mais consciência do que temos, do que somos e do que queremos ter e com isso aprendemos a dar valor ao que temos. Infelizmente em algumas circunstancias não nos damos conta do que temos, e por isso esse ditado se torna verdadeiro.

De fato, aprendemos muito vivendo... mas viver também implica em perder... E quanto não somos capazes de aprender perdendo!!! Só aprende a ganhar quem em algum momento da vida também aprendeu a perder... Só se conhece o prazer da vitória se a colocarmos em contra ponto com as derrotas!

Errar e perder também é o que nos ajuda a nos afirmarmos como humanos, afinal, nos leva a descoberta de que somos falíveis! Claro que isso não significa que seja gostoso, mas que somos capazes de tentar mais e mais, de investirmos energia no que queremos conquistar, de brigar pelo que acreditamos mesmo que no início isso implique em tombos e consequentemente em perdas.

Em cada erro aprendemos coisas sobre nós e sobre as situações que vivemos. Aprendemos o que significa frustrações e como as encaramos, aprendemos o quanto somos capazes de redefinir nossas prioridades, aprendemos a avaliar nossos riscos e vontades, aprendemos a pedir ajuda e a saber aceita-la, aprendemos qual a tolerância e o limite que nosso corpo e emoções aguentam!!

Também aprendemos que chorar faz parte da vida, e que rir disso tudo em algum momento no futuro pode nos mostrar que perder nem doeu tanto assim... Afinal, perder ou ganhar só é possível pra quem de alguma forma tentou alguma coisa na vida!!


 

domingo, 6 de julho de 2014

Antes de partir...


A princípio apenas o título de um filme. Mas como todo filme, carrega consigo uma grande reflexão e lógico que comigo não poderia ser diferente.

Me peguei pensando em tudo o que gostaria de fazer antes de “partir”... e a resposta é bem simples: VIVER, como toda a intensidade que a vida puder proporcionar.

Entendo que partir não seja apenas morrer, mas vivemos partindo para muitos momentos de renovação na vida, de reconstrução e mudança de rumo. Cada uma dessas fases de um novo “partir” merece ser olhada com muito carinho.

A rotina costuma ser algo bastante pesado que nem todo mundo consegue lidar com ela. Vivemos assumindo compromissos e cumprindo obrigações, e na grande maioria das vezes, só paramos para avaliar o que estamos vivendo quando passamos por alguma situação limite, que nos coloque em risco ou que seja um grande susto.

Que pena!!

Viver apenas de rotina e obrigação é bem chato!!! É bem vazio!!

Não que as obrigações não possam nos trazer alegrias. Mas também precisamos de tempo para sonhar, para viver de grandes realizações e de grandes construções.

Tempo para viver de emoções, viver de reflexões, viver de compartilhar tudo aquilo que vier à cabeça ou que passar perto do coração.

Viver de tempo para os amigos, de tempo para os risos e não deixar nada contido que possa proporcionar grandes sensações.

Viver de abraços apertados, de beijos roubados e de carinho verdadeiro!!

Trazer para o dia a dia tudo que tem o poder de cura, como uma alimentação saudável, conversar adoidado, rir até a barriga doer e a lagrima escorrer.

Ter tempo para simplesmente não fazer nada, ou mesmo para fazer tudo o que achar que deve.

É preciso ter também tempo para chorar. Chorar pela dor sentida, pela relação perdida, pelas derrotas vividas e por tudo aquilo que deixar um gosto amargo na vida. Também é preciso chorar pelas vitorias alcançadas, pela felicidade inesperada ou pelas lutas da vida que sempre nos fortalecem.

Enfim, partir e recomeçar são circunstancias da vida... todo ser humano já recomeçou em algum momento, seja porque aquela fase acabou naturalmente ou porque de alguma maneira a vida pedia essa reviravolta. Mas no fundo, bem lá no fundo, o que realmente importa, é o que ainda queremos viver, mesmo que daqui a pouco seja a hora de novamente partir...

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Histórias para crianças????

Contos de fadas, crônicas, fábulas...

Princesas e príncipes encantados, dragões que cospem fogo, meninas que são maltratadas pela madrasta... Crianças desobedientes que foram devoradas por lobos ferozes, peixinhos que se perderam do pai por desobediência... Monstrinhos bonzinhos que salvam crianças de monstrinhos malvadinhos, ou ainda robôs que lutam contra o mal!!
Cada história com sua moral, cada historia buscando um ensinamento!!

Mas afinal, por que contamos histórias?? A resposta parece óbvia demais... Para educarmos!! Mas para educarmos a quem??
As histórias parecem carregar de uma maneira muito leve e delicada tudo aquilo que consideramos certo, tudo aquilo que queremos como base para nossos filhos. Noções de certo e errado, noções de sentimentos bonitos para se viver, como se relacionar com as pessoas a nosso redor, como respeitar os pais e aprender a obedecê-los e mais uma infinidade de coisas que vemos explicitas nos contos que conhecemos.

As crianças parecem aprender a moral das histórias muito mais depressa do que nós mesmos aprendemos... Sejam contadas dos livros, ou assistidas em forma de filmes, as crianças estão sempre em contato com essa forma de ensinamento. Já nós adultos, muitas vezes perdemos a habilidade de ouvir as pequenas coisas ou de aprender com as pequenas histórias.
É fato que as histórias mais conhecidas, continuam encantando adultos e crianças até hoje, haja visto a quantidade de novas versões em forma de filmes e desenhos de histórias que nos embalaram por várias noites na infância. No entanto, cada vez que temos contato com uma nova versão, é possível se dar conta do quanto ainda temos muito o que aprender com algo que julgamos ser tão conhecido.

A recente versão da então vilã Malévola mostra o quanto somos capazes de julgar e acreditar que já aprendemos tudo o que havia para aprender, mas que no final das contas, o que temos é apenas uma única versão da história. A vilã então se transforma em mocinha, e tudo o que havíamos construído a esse respeito cai por terra!
Acredito que toda história pode nos trazer diversas versões, diversas verdades. Afinal, cada um que entra em contato com isso, entende o enredo de acordo com a sua própria vivência e fantasias.

Contamos historias não apenas porque elas educam, mas também porque falam de nosso mundo interior, do que vai lá no fundo de nosso coração e que nem sempre conseguimos manifestar ou entender.
Contamos historias para dividir os medos, a solidão, as fraquezas, as inseguranças. Contamos histórias para nos darmos a possibilidade de novos finais, de novas construções, de novas motivações.

Contamos e vivemos de histórias!!! Afinal de contas, a cada dia que amanhece temos a chance de recriar nossa própria história, seja mudando de direção, seja reforçando o que já temos, seja reavaliando o que ainda queremos viver!
Basta saber o quanto temos ainda para aprender com as histórias infantis, e o quanto ainda podemos criar novas formas de experimenta-las, pois uma coisa é fato, nossa capacidade de reaprender e com pequenas coisas, é dadiva que não podemos desprezar.